domingo, 11 de fevereiro de 2018

Não, não somos obrigados a aguentar tudo. Paciência tem limites e a vida é para ser vivida, não suportada!

 A vida é feita para ser vivida , não suportada. Quando somos obrigados a relevar tudo, ignorando os nossos sentimentos , ignorando feridas ainda abertas, impomos a nós mesmos uma espécie de tortura psicológica. E não devemos impor sofrimento a ninguém, incluindo a nós mesmos, para agradar as outras pessoas.
Ser gentil, amigável e prestativo é uma coisa ótima. Se mais pessoas dispusessem de um pouco do seu tempo e energia para ajudar os outros , provavelmente o mundo seria um lugar bem menos hostil e viver seria muito mais leve.

Por outro lado, não devemos confundir gentileza com passividade. Não devemos permitir que abusem da nossa boa vontade e passem por cima de nós porque somos bonzinhos e vamos aceitar e perdoar tudo.
Acredito firmemente no perdão. Porém, acredito também que deve ser perdoado quem pede perdão, quem deseja ser perdoado, quem demonstra arrependimento e vontade de dar um novo rumo para a relação.
Não, não somos obrigados a aguentar tudo. Paciência tem limites. Ninguém precisa sair pelo mundo se vingando, mas também ninguém deve ser obrigado a conviver e a ser gentil e a distribuir beijinhos e sorrisinhos para quem nos provocou sofrimento, para quem nos magoou gratuitamente.
Na maioria das vezes, como afirma o ditado popular , quem bate , esquece . Mas quem apanha não. Quando ofendemos ou prejudicamos de forma mais objetiva uma pessoa , causando danos à sua vida , devemos sim tentar consertar o que fizemos de errado ou pelo menos tentar amenizar de alguma forma o estrago que provocamos.

 Sim, nem sempre é possível consertar nossos erros. Nem sempre é possível se aproximar de quem prejudicamos para demonstrar nosso arrependimento. Em alguns casos , nos mantermos longe é o melhor a se fazer. Mas neste post, quero me centrar nos casos em que é possível voltar atrás e corrigir o erro e mesmo assim a pessoa se recusa. Quero me centrar no fato de que ninguém é obrigado a engolir tudo porque é gentil e amigável.
A vida é feita para ser vivida , não suportada. Quando somos obrigados a relevar tudo, ignorando os nossos sentimentos , ignorando feridas ainda abertas, impomos a nós mesmos uma espécie de tortura psicológica. E não devemos impor sofrimento a ninguém, incluindo a nós mesmos, para agradar as outras pessoas.
Não, não somos obrigados a conviver com gente que nos põe para baixo com um sorriso falso nos lábios e palavras pseudo educadas. Não somos obrigados a conviver com gente que rouba o nosso ar, que baixa a nossa energia , que nos promove qualquer tipo de constrangimento. Não somos obrigados a agradar quem não se esforça minimamente para nos alegrar. Não somos obrigados a nos sacrificar por quem não dá a mínima por nossos sentimentos. Não somos obrigados a compreender e a demonstrar empatia por quem nos atropelou feito um trator.
Como disse Caetano Veloso, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Sim, somos nós que conhecemos os nossos limites e sabemos até onde podemos caminhar sem forçar as articulações da alma. Somos nós que podemos mensurar o peso de uma ofensa e a extensão de um estrago sofrido em nossa vida.

Fonte do texto: http://www.sentimentosemfrases.com/nao-nao-somos-obrigados-a-aguentar-tudo-paciencia-tem-limites-e-a-vida-e-para-ser-vivida-nao-suportada-2/

domingo, 3 de dezembro de 2017

QUEM É VERDADEIRAMENTE FELIZ NÃO PRECISA DE PLATEIA

Ninguém precisa saber o quanto somos felizes, além daqueles a quem devemos ser gratos por nos oferecer um amor verdadeiro, que sempre nos curará e nos provocará sorrisos espontâneos, aqueles que sempre estarão de mãos dadas conosco, faça chuva ou faça sol.

Em tempos de felicidade estampada nas vitrines e de selfies espalhadas pelas redes sociais, a impressão que temos é de uma sociedade feliz e alegre, positiva, apaixonada e apaixonante. Somos todos bem resolvidos, bem amados. As amizades são verdadeiras, os filhos são perfeitos, a comida é maravilhosa, vinte e quatro horas por dia – pelo menos nos perfis virtuais.
Logicamente, as redes sociais não devem servir a lamentações e queixas, nem a indiretas desagradáveis, pois lá estamos para nos divertir e higienizar nossa mente, fugindo um pouco à estafa de nosso cotidiano apressado e atribulado. Muitos confundem a rede virtual com um diário íntimo, postando aquilo que deveria ser resolvido junto a um terapeuta, aquilo que não interessa a ninguém.

Por outro lado, há quem exagera na felicidade estampada nas fotos e nos posts, expondo-se em demasia, como se a própria vida fosse um filme do interesse de todos. Embora cada um use seus perfis da forma que bem entender, há que se tomar cuidado para que não se exagere no compartilhamento de tudo o que acontece, de todo passo dado, inclusive se resguardando de gente que fuça os perfis à procura de casas sem ninguém para assaltarem ou de alvos de sequestros.
Como tudo na vida, há que se ter cautela e equilíbrio na forma como lidamos com o mundo à nossa volta, na maneira como nos relacionamos com as pessoas que convivem conosco. Não conhecemos ninguém tão a fundo, que possamos nos abrir totalmente, inclusive nos expondo em nossas fraquezas, uma vez que muitos não perderão a oportunidade de usar isso contra nós, quando lhes for interessante.
Da mesma forma, bradar aos quatro ventos uma vida cor de rosa, maravilhosa e perfeita, como se tudo desse certo na sua vida, muito provavelmente atrairá a inveja alheia. Embora o mal não nos atinja quando temos o bem em nossos corações, existem pessoas que usam de meios que jamais imaginaríamos para nos prejudicar, portanto, quanto menos souberem de nossas vidas, melhor será.
A melhor maneira de ser feliz, no final das contas, é compartilhando o que sentimos com as pessoas que nos amam com sinceridade, com aqueles que sempre estarão de mãos dadas conosco, faça chuva ou faça sol. Porque ninguém precisa saber o quanto somos felizes, além daqueles a quem devemos ser gratos por nos oferecer um amor verdadeiro, que sempre nos curará e nos provocará sorrisos espontâneos. Porque a felicidade não se alimenta de plateia, mas de amor que vai e volta cada vez mais forte, cada vez mais amor.

 Fonte do texto: postado por Marcel Camargo no site: O Segredo - via: https://osegredo.com.br/2016/07/quem-e-verdadeiramente-feliz-nao-precisa-de-plateia/

POR QUE PENSAR TE TORNA UM SER MAIS SOLITÁRIO?

A sociedade pós-moderna está carente de Nietzsches. Pensar exige esforço e a coragem de encarar complexidades que, muitas vezes, preferimos ignorar.

“Quando Nietzsche Chorou”, obra de Irvin D. Yalom, traz grandes nomes da história como Josef Breuer, Sigmund Freud e o meu preferido: Friedrich Nietzsche. O autor mescla fatos reais e ficção com o intuito de explorar o nascimento da psicanálise por meio de encontros entre Breuer e Nietzsche que nunca aconteceram realmente.

O filósofo alemão sofre de uma crise existencial e depressão suicida que o atormentam profundamente, enquanto Breuer, que tem a missão de ajudá-lo, também está passando por algumas angústias pessoais. Dentre todos os temas discutidos ao longo do romance, o que mais me chamou a atenção foram as características de Nietzsche, que o tornam um homem completamente distante e solitário. Uma das falas do filósofo ilustra bem como ele se sente: “Às vezes, enxergo tão profundamente a vida que, de repente, olho ao redor e vejo que ninguém me acompanhou e que meu único companheiro é o tempo.”

Por ser tão fechado, Nietzsche não podia saber que estava sendo tratado por Breuer, pois a ideia de ter alguém invadindo sua intimidade o assusta completamente. A transformação ao longo das sessões é que Breuer lentamente se torna o paciente quando Nietzsche começa a ajudá-lo em relação aos seus tormentos e fantasias sexuais com uma mulher que não é a sua esposa. Posteriormente, o filósofo começa a confiar no psicanalista a ponto de se abrir como nunca havia feito antes.

O interessante é a forma como Nietzsche lida com a vida. Completamente fechado e sem conseguir estabelecer fortes laços devido a um trauma com uma mulher no passado, é um homem totalmente sozinho. E um questionamento que logo me veio foi: por que pessoas pensantes e reflexivas como ele costumam ser tão solitárias?

Normalmente, quem vive numa espécie de superfície tem mais facilidade de interagir com o mundo, pois seus dramas não tem a mesma magnitude daqueles vivenciados por um Nietzsche. E não entenda viver na superfície como uma crítica, pois é apenas uma das milhares de formas que o homem encontra para enfrentar sua jornada. Existem diferentes graus de se encarar a vida. Alguns mascaram as obscuridades justamente pelo medo que tem de enfrentar a dor. Outros, no entanto, transitam pela vida sem se darem conta da sua enorme teia de complexidades.

Entender e aceitar todas as dores da existência dá muito trabalho. Pensar resulta em incertezas, falta de respostas e, consequentemente, em angústias. Quem sofre com tudo isso é a psique, que de tão atormentada, pode posteriormente afetar o comportamento e a personalidade. Nietzsche diz enxergar a vida de forma tão profunda que se sente completamente sozinho. Com quem ele discutiria suas questões provenientes de uma visão tão reflexiva sobre a vida? Quem não tem esse mesmo nível de profundidade também não tem capacidade de viver com pessoas como Nietzsche.
Josef Breuer é contaminado por tantas reflexões de Nietzsche que em determinado ponto do romance não identifica mais nenhum sentido para sua vida. “Aquele rapaz agora envelhecido atingiu o ponto da vida em que não consegue mais ver seu sentido. Sua razão de viver – minha razão, minhas metas, as recompensas que me impeliram pela vida – se afigura absurda agora, quando medito em como busquei besteiras, em como desperdicei a única vida que possuo, um sentimento terrível de desespero me domina”, relata o psicanalista. Chegar nesse extremo é realmente desesperador, podendo resultar em crises e depressões profundas como as vivenciadas por Nietzsche.

Tendo em vista pessoas pensantes como Nietzsche, é possível fazer uma relação com a sociedade pós-moderna, permeada por indivíduos que têm extrema dificuldade de ficarem completamente sozinhos. Hoje, com o avanço tecnológico, as pessoas têm o costume de estarem 24h por dia conectadas e em momentos em que seria essencial a solidão para reflexão, rapidamente recorrem a um aparato tecnológico, uma mensagem a um amigo ou uma foto que consiga likes o suficiente com o objetivo de suprir essa carência e mal-estar. Estar realmente sozinho chega a ser uma raridade de poucos atualmente.
Essas pessoas que dificilmente possuem um momento de reflexão solitário, diferente dos Nietzsches, parecem ser mais leves, despreocupadas e até mais felizes – talvez por mascararem suas angústias ou simplesmente por nunca terem se deparado com elas. Refletir sempre vai resultar em dor e descontentamento. Quem pensa, se dá conta de que muita coisa na vida não tem sentido nenhum e pensar mais e mais pode só aumentar a agonia. É por esse motivo que os Nietzsches que andam por aí muitas vezes são vistos como pessoas amarguradas e estranhas. Na verdade, encarar as verdades da vida torna esses indivíduos mais críticos, pois continuam numa busca incessante por respostas que podem nunca alcançar. Dessa forma, se isolam da maioria por se sentirem completamente incompreendidos e desencaixados num mundo onde parece que ninguém os acompanha.

O equilíbrio é essencial. Ser um Nietzsche constantemente pode gerar muito sofrimento – como pode ser percebido no romance –, mas ser incapaz de ter um momento solo é um erro muito comum hoje em dia e que passa despercebido.

Você que está lendo isso, quando foi a última vez que se sentiu um Nietzsche? Um peixe fora d’água? Quando foi a última vez que passou um dia inteiro realmente sozinho? Sem recorrer a ninguém além de si mesmo quando bateu uma agonia, uma dificuldade ou simplesmente uma tristeza… O mundo pós-moderno está carente de verdadeiras pessoas pensantes, que saem da caixa sem medo de explorarem as profundezas mais escuras desse oceano que é a vida.

Sofrer dignifica, faz crescer… Mas sofrer em excesso leva ao desespero, à dor incontrolável. Portanto, pensar é preciso, mas ponderar os pensamentos é obrigatório. Quem pensa de mais, vive de menos. E por mais que eu admire os Nietzsches que ainda existem por aí – solitários e reflexivos -, tenho certeza de que quem trilha este caminho tem uma árdua tarefa que pode resultar na mesma conclusão de Nietzsche: “Penso que sou o homem mais solitário do mundo.”

Fonte do texto: Escrito por Bruna Cosenza - via: https://osegredo.com.br/2015/07/por-que-pensar-te-torna-um-ser-mais-solitario/

sábado, 4 de novembro de 2017

PARA VOCÊ QUE CONHECE MEU NOME, MAS NÃO A MINHA HISTÓRIA PESSOAL...

 São muitas as pessoas que dizem nos conhecer; no entanto, há quem fale conosco sem nos ouvir, quem olhe para nós sem nos ver, os mesmos que também não hesitam em nos rotular. Neste mundo de julgamentos rápidos não são muitas as mentes pacientes, aquelas capazes de entender que por trás de um rosto existe uma batalha, que por trás de um nome existe uma história.

Daniel Goleman nos explica em seu livro “Inteligência Social” um detalhe que não nos passa despercebido. Assim como muitos outros psicólogos e antropólogos também nos explicaram, o cérebro do ser humano é um órgão social. As relações com nossos semelhantes são essenciais para sobreviver. No entanto, Goleman aponta mais um aspecto: muitas vezes também somos “dolorosamente sociais”.

Você conhece o meu nome, não a minha história. Você ouviu o que eu fiz, mas não sabe pelo que eu passei…

Essas alterações nem sempre trazem um benefício, um reforço positivo que devemos aprender a integrar. Hoje em dia a nossa maior ameaça predatória é, surpreendentemente, a nossa própria espécie. Uma ameaça que poderíamos comparar com um combustível que arde especialmente nesse mundo emocional; um lugar que muitas vezes é violado, criticado ou posto à prova através de um rótulo que nos objetifica.

 Cada um de nós é como navios desbravando oceanos mais ou menos tranquilos ou mais ou menos turbulentos. No nosso interior, e pendentes na âncora desse belo navio, as nossas batalhas pessoais estão penduradas e irão ser travadas. Aquelas com as quais tentamos avançar apesar de tudo, aquelas que às vezes nos deixam encalhados, sem que o resto do mundo saiba muito bem o que está acontecendo conosco, o que nos faz estar parados ou o que nos machuca.

Propomos que você reflita sobre isso:
A história que ninguém vê, o livro que você leva dentro de si...


Um passado não determina um destino, sabemos disso, mas dá forma ao herói ou à heroína que somos na atualidade. Assim, esse processo, essa história pessoal à qual temos sobrevivido com tanto orgulho, é algo que nem todos conhecem, e algo que, por sua vez, escolhemos compartilhar apenas com algumas pessoas. Por isso, a única coisa que pedimos no decorrer do nosso dia a dia é respeito mútuo e para não recorrer aos rótulos banais em que as maravilhosas particularidades do ser humano são padronizadas.

Vamos mudar o foco de atenção

Vamos imaginar por um momento uma pessoa fictícia. Ela se chama Maria, tem 57 anos e faz alguns meses que começou a trabalhar em uma loja. Seus colegas de loja a rotulam como tímida, reservada, chata, alguém que evita olhar nos olhos quando começam uma conversa com ela. São muito poucos os que conhecem a história pessoal de Maria: ela sofreu maus-tratos durante mais de 20 anos. Agora, depois de se separar recentemente de seu marido, ela voltou, depois de muito tempo, ao mercado de trabalho.

“Minha história não é doce, nem agradável como as histórias inventadas. A minha tem sabor de bobagem e confusão.” -Herman Hesse-

Cair no julgamento rápido e no rótulo é fácil. Maria tem plena consciência de como os outros a veem, mas sabe que precisa de tempo, e se tem algo que ela não quer, é que os outros sintam pena dela. Ela não é obrigada a contar sua história, não tem por que fazer isso se não quiser, a única coisa que ela precisa é que as pessoas ao seu redor mudem o foco de atenção.

Em vez de centrar nosso interesse apenas nas carências dos outros, de proceder a uma análise rápida resultando no estereótipo clássico para delimitar o que é diferente de nós mesmos, temos que ser capazes de desligar o julgamento para ativar a empatia. Apenas esta dimensão é a que nos torna “pessoas” e não meros seres humanos vivendo juntos em um mesmo cenário.

Colocar um rótulo é, acima de tudo, renunciar à nossa capacidade de percepção ou à oportunidade de descobrir o que há além de uma aparência, de um rosto, de um nome. No entanto, são necessárias três coisas para chegar a esta delicada camada da interação humana: um interesse sincero, proximidade emocional e tempo de qualidade. Dimensões que atualmente parecem ter caducado em muitas almas.

Temos consciência de que muitas das abordagens terapêuticas que são usadas atualmente centram a sua importância nas oportunidades presentes, nesse “aqui e agora” em que o passado não tem por que nos determinar. No entanto, as pessoas, quer queiram quer não, são feitas de histórias, de fragmentos existenciais, de capítulos que dão forma a uma trama passada da qual somos o resultado.
 Não podemos esquecer que a empatia tem um objetivo muito concreto no nosso cérebro emocional: entender a realidade do outro para garantir sua sobrevivência. Temos que aprender a ser facilitadores emocionais em vez de meros predadores de energia, devoradores de ânimo ou aniquiladores de autoestima.

Todos enfrentamos batalhas muito íntimas, às vezes descarnadas. Somos muito mais do que diz a nossa carteira de identidade, o nosso currículo ou o histórico acadêmico. Somos feitos de matéria estelar, como disse Carl Sagan uma vez, estamos destinados a brilhar, mas às vezes optamos por apagar a luz uns dos outros. Vamos evitar fazer isso e investir mais no respeito, na sensibilidade e no altruísmo.

Fonte do texto: postado por A Mente é Maravilhosa no site O Segredo - via: https://osegredo.com.br/2017/03/para-voce-que-conhece-meu-nome-mas-nao-minha-historia-pessoal/

Não, não somos obrigados a aguentar tudo. Paciência tem limites e a vida é para ser vivida, não suportada!

  A vida é feita para ser vivida , não suportada. Quando somos obrigados a relevar tudo, ignorando os nossos sentimentos , ignorando ferid...